Ele amanheceu com a aparência derrotada. a boca seca e os olhos tristes refletiam todo o cansaço da noite anterior, passada em claro. sua cabeça não parava de girar, girar e girar. ouviu vozes enquanto tentava dormir, e aquilo não havia sido um sonho era uma conversa íntima, real, que o despertou e assim o deixou. jogado na cama. sem respostas. sem saída alguma no horizonte. precisava de um alicerce, de uma ajuda, quem sabe, pra poder construí-lo enquanto continua a caminhar por ai, em meio a vertigens sem saber o que encontrar no fim dessa estrada, sem saber o rumo, onde tudo isso vai morrer. e era muita agonia. pois, era de seu conhecimento que uma hora ele teria que escolher teria que abdicar, focar em algo que lhe valha mais. mas não sabia. estava confuso. não se sabia de sua própria força. a felicidade injetada nas suas veias de maneira brusca sempre trazia a consequência dos pensamentos tristes. talvez uma consciência doentia de que aquilo seria fugaz uma razão triste de que a fe...