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Mostrando postagens de setembro, 2008

Feed my eyes

Naquele ambiente não havia como se enganar nada de tão especial poderia aparecer por alí. tudo parecia contrariar as regras e andar na contramão do que lhe parece lógico. e aí estava seu problema não existem regras e a lógica não passa de uma desculpa pra quem precisa acreditar em algo. mas esperava ao menos um fundo de coerência, necessidade de confiança é o que alimenta os olhos. o castanho era o retrato opaco da vida e as pálpebras gentis e cordiais só queriam lhe poupar das cores mentirosas da noite naquela mesa, um só copo era pequeno demais para aguentar o mergulho de todo o seu corpo a bebida descia gelando sua alma e as janelas dela, constantemente na rotina de quase se fechar. . . . "não descreva suas visões distorcidas e também não esconda todas as belezas e alegrias que compartilhamos quando estamos com a lua a nos guiar" eram as vozes sóbrias que lhe sopravam aos ouvidos, dividindo espaço com a bela melodia, em uma madrugada gelada que contava ainda com a presença...