Rotineiros Retratos
Sol nasce, mas não seria preciso
entre a escuridão já se notam mendigos
a luz recém chegada apenas reflete
o que não conhecemos do mundo da noite
começo em ritmo acelerado
acordamos atrasados
vivemos apressados, mas corremos pra onde?
-trabalho! não chegue atrasado!
-cuidado!! carro!
afobados, correndo contra o tempo
jogando a favor do vento
hipnotizados, alienados nas vitrines
-tenho pressa, mas esse custa apenas vinte...
vinte reais, vinte minutos...preciosos
vinte vezes no mesmo lugar, até acabar o estoque
até quando a promoção vai durar?
o ar, nicotina contamina
tossir sem respirar, xingar sem irritar
fumar sem respeitar
rotina...
entre velozes e descuidados
estão pobres e condenados
vivendo na raça, na praça
alimentando a doença
rindo da ignorância
morrendo pra se alimentar
sem ter como alimentar a esperança
hora do descanço, ou quem sabe não
loucuras de verão, liquidação
5% de desconto, 5% ao mês
todos numa ordem impressionante
ordem separada do progresso
fila parada
-hey! é minha vez
-preste atenção!
-respeite os mais velhos
-cigarro aqui não!
-mastigue devagar
-tenho pressa, tenho que voltar
antes...olhe lá
mais um circo nas ruas
curiosos trocando figurinhas
figuras carimbadas da praça
tédio, agitação, supervisão
falsidade com superior
amigos em horário comercial
acabou o comercial
acabou o ritual
fazendo tempo, perdeu o ônibus
fazendo hora, indo embora
viajando, viagem longa
durmindo, falando...ao celular
finalmente chego
descançar? estudar?
-como está?
luz baixa, escuridão
cansaço, animação, frustração
várias faces de um mesmo dia
acostumados, cansados da rotina
agora relaxe, descanse a mente
não há mais o que fazer
mas a luz vem chegando novamente
e o Sol nasce...
*07/02/07 (textos antigos fazem sentido pra situações de rotina)
entre a escuridão já se notam mendigos
a luz recém chegada apenas reflete
o que não conhecemos do mundo da noite
começo em ritmo acelerado
acordamos atrasados
vivemos apressados, mas corremos pra onde?
-trabalho! não chegue atrasado!
-cuidado!! carro!
afobados, correndo contra o tempo
jogando a favor do vento
hipnotizados, alienados nas vitrines
-tenho pressa, mas esse custa apenas vinte...
vinte reais, vinte minutos...preciosos
vinte vezes no mesmo lugar, até acabar o estoque
até quando a promoção vai durar?
o ar, nicotina contamina
tossir sem respirar, xingar sem irritar
fumar sem respeitar
rotina...
entre velozes e descuidados
estão pobres e condenados
vivendo na raça, na praça
alimentando a doença
rindo da ignorância
morrendo pra se alimentar
sem ter como alimentar a esperança
hora do descanço, ou quem sabe não
loucuras de verão, liquidação
5% de desconto, 5% ao mês
todos numa ordem impressionante
ordem separada do progresso
fila parada
-hey! é minha vez
-preste atenção!
-respeite os mais velhos
-cigarro aqui não!
-mastigue devagar
-tenho pressa, tenho que voltar
antes...olhe lá
mais um circo nas ruas
curiosos trocando figurinhas
figuras carimbadas da praça
tédio, agitação, supervisão
falsidade com superior
amigos em horário comercial
acabou o comercial
acabou o ritual
fazendo tempo, perdeu o ônibus
fazendo hora, indo embora
viajando, viagem longa
durmindo, falando...ao celular
finalmente chego
descançar? estudar?
-como está?
luz baixa, escuridão
cansaço, animação, frustração
várias faces de um mesmo dia
acostumados, cansados da rotina
agora relaxe, descanse a mente
não há mais o que fazer
mas a luz vem chegando novamente
e o Sol nasce...
*07/02/07 (textos antigos fazem sentido pra situações de rotina)
Comentários
Hhahahhhahaha; pô, muito foda... de verdade.
Tá me superando animal...
;******************
Cara, muito boom mesmo.
Continua sempre agora...
Até.