Noite (Tinto) Suave

A madrugada estava clara e calma,
o dia já contava suas primeiras horas
e lá estava ele.
deitado na grama,
olhando para o céu
limpo de estrelas,
sentindo na pele o arrepio
que causava toda aquela escuridão.
tinha como companhia apenas
sua garrafa de vinho.
e entre um gole e outro
direcionava o seu olhar
de maneira fixa para a lua,
quase que com raiva.
era uma espécie de ódio criado
por admirar e admitir
que ela era realmente bela e atrante.
muito mais do que tudo que
ele poderia alcançar naquela hora.
e essa distância o enfurecia
ou quem sabe sua incapacidade perante tudo isso.
sendo assim, ele direcionava o seu ódio para ela
ou então, redirecionava...
pois de acordo com suas idéias
o sentido natural dos seus sentimentos
era pra si proprio.
e o vinho tinha seu papel fundamental alí.
estava para mudar o rumo traçado
e enganar sua imaginação.
aquela alteração de estado que todos desejam
em algum momento
e até buscam em outro.
o tempo continuava a caminhar
sua garrafa estava pela metade
e ele já ouvia a voz do silêncio
sussurando em seus ouvidos.
era uma voz de timbre tão aconchegante
que por momentos tiravam a sua atenção
daquela luz vinda do céu que ele tanto gostava.
e em todo esse transe, não resistiu ao sono
que chegava acolhedor.
logo mais o sol brilhou e o acordou
com sua garrafa vazia ao lado,
além de uma tremenda dor de cabeça
ele havia desejado demais nessa noite.

Comentários

É uma forma de acolher, sem encessitar espacejar.

Lá no fundo, eu sei bem que eu entendo.
E nem precisa ir tão longe,
do raso, eu mergulho por inteiro.

E sei, que entendes.

Eu gosto,

e beijo.
R., R., Rosa disse…
Crio plano amplo pra ver o corpo na grama, a flanela úmida de sereno e o cheiro de embriaguez... que recria o ambiente.

(?)
Muito bom

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