Sobre disforia ou não tocar o fundo

pedindo incertezas e perdido em certezas.
era assim que mantinha a disforia como um guia.
com um sorriso nos olhos, sempre agradecia
os presentes que lhe mantinham
na ante sala do juizo final.
presentes da alma.
por deus. o adeus.
que diferença faz a falta de um(?)
quando basta? quanto cabe?
até quando?

os presentes lhe manterão assim...

mergulhando no infinito
na infinidade do exagero
refletindo em olhos cheios de lembrança. cheiro.

sem esperança...

por mais que exista um porto seguro
que o leva ao mergulho vital.
em plenitude. todos os aspectos.
faltava sorte.
uma peça do destino ser refém de seu instinto.
explode. espectros.
cega como farol alto.
lhe obriga a sair. urgência.

sabe que não irá encontrar...

sao muitos os gritos internos que rompem.
nas curvas de uma simetria,
nas lombas de uma cidade apagada.
mundo particular em absoluto.
iminente combustão.

o silêncio dos olhos é ensurdecedor...

em essência, condenado a não tocar o fundo.
era o inacabado roteiro aprovado com excelência.
lia ironias repetidas
nas linhas de um novo janeiro fim.
beirava o instinto.
o tom da sua vida em um janeiro blues,
na beira do abismo.


*22/01/17

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