No Grande Espaço de Nada
No grande espaço de nada
tudo está preso na relatividade do tempo
e o nada..absoluto.
na atividade vazia, sem necessidade de força
é que se força o fluxo, andamento próprio
visto o comum engarrafamento de idéias.
escondido na imperatividade da cafeína...
a vitalidade da água, que embora insistente,
não possui o atributo de acelerar o, tão relativo, tempo.
apesar de se poder destacar a atribuição de indiferença que ela dá
não quebrada nem mesmo com as cores berrantes
derramadas e acomodadas no confortável assento.
e nem a presença de todas essas cores no branco da parede
das folhas jogadas ao lado, por todos os lados do ambiente,
ajuda a preencher esta ausência do tudo.
...mesmo com a gentileza das folhas, que de fato me surpreende.
elas deixam o azul ser livre e se esparramar sobre elas.
observo seu caminho, semelhante (imagino eu) ao de um formigueiro, formando letras, montando quebra-cabeças, encabeçando a luta para quebrar o nada.
retribuo esta nobreza da forma que posso...
observando, desenhando, escrevendo-as.
e então vejo,
que só quando a estrada de pensamentos tem sua direção
é que tudo se reverte neste grande espaço de nada.
tudo está preso na relatividade do tempo
e o nada..absoluto.
na atividade vazia, sem necessidade de força
é que se força o fluxo, andamento próprio
visto o comum engarrafamento de idéias.
escondido na imperatividade da cafeína...
a vitalidade da água, que embora insistente,
não possui o atributo de acelerar o, tão relativo, tempo.
apesar de se poder destacar a atribuição de indiferença que ela dá
não quebrada nem mesmo com as cores berrantes
derramadas e acomodadas no confortável assento.
e nem a presença de todas essas cores no branco da parede
das folhas jogadas ao lado, por todos os lados do ambiente,
ajuda a preencher esta ausência do tudo.
...mesmo com a gentileza das folhas, que de fato me surpreende.
elas deixam o azul ser livre e se esparramar sobre elas.
observo seu caminho, semelhante (imagino eu) ao de um formigueiro, formando letras, montando quebra-cabeças, encabeçando a luta para quebrar o nada.
retribuo esta nobreza da forma que posso...
observando, desenhando, escrevendo-as.
e então vejo,
que só quando a estrada de pensamentos tem sua direção
é que tudo se reverte neste grande espaço de nada.
Comentários
Um movimento para estagnação, talvez. Sei lá.
Sabia que vinha algo de muito bom!
Até amanhã, meu caro rapaz!
O condicionamento explorado magnificou-se tão perfeitmamente nesse trajeto; que resolveu à mim dar o nada (e fica a brecha para explorar o tudo).
Estes paradoxos são tão adoráveis quando podem sustentar tão bela expressão...
E ficou tão digno, que não mereceria tais profanas ressaltações que tolamente faço... muito bom!!
;***